Manutenção de pararraios nas edificações
Eles captam a descarga elétrica no ponto em que ela atinge a edificação e conduzem esta eletricidade de maneira segura para a terra. São os pararraios. Ao contrário do que muita gente pensa, eles não atraem o raio ou impedem sua queda. Mas são importantes instrumentos de segurança nos edifícios e precisam de manutenção adequada e frequente.
De acordo com a NBR 5419 (norma que regulamenta os projetos, instalações e manutenção de pararraios), o sistema deve ser revisado anualmente e, a cada três anos, é necessária revisão mais completa que inclui medição ôhmica, emissão de laudo técnico e deve ser feita por engenheiro eletricista de empresa especializada. Através de um equipamento chamado terrometro, é medida a capacidade de resistência do solo, onde a descarga elétrica recebida pelo pararraios é dissipada.
Por lei, edifícios com mais de três andares são obrigados a manter o pararraios em boas condições. No Rio de Janeiro, pelo Decreto Estadual nº 897/76, que rege o Código de Pânico e Acidente, a fiscalização é responsabilidade do Corpo de Bombeiros.
Hoje, existem basicamente dois tipos de pararraios: a gaiola de Faraday, um anel de cabo de cobre nu que rodeia o perímetro superior da edificação, e o pararraios de Franklin, o mais comum, que possui terminação aérea com quatro pontas na extremidade.
O Brasil é o país com o maior número de incidências de descargas elétricas em todo o mundo. São aproximadamente 100 milhões de raios por ano. Nos edifícios, eles costumam destruir partes do revestimento das fachadas ou quinas da construção. Mesmo uma descarga captada e conduzida até a terra com segurança produz forte interferência eletromagnética, capaz de danificar os equipamentos do condomínio.
06/04/09 – Conteúdo e Comunicação
Fonte de pesquisa: site Secovi Rio
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