A evolução histórica
da manutenção
As primeiras referências à palavra manutenção
datam do século XII, mostrando que a história
da função acompanha o próprio desenvolvimento
tecnológico-industrial da humanidade e sua necessidade
de realização sistemática de reparos
com a mecanização das fábricas.
Até 1914, a manutenção
possuía uma importância secundária,
sendo executada pelo mesmo pessoal de produção.
Com a I Guerra Mundial e a introdução
das linhas de montagem idealizadas por Henry Ford, surgiu
a necessidade de equipes específicas para consertar
as máquinas operatrizes no menor prazo possível,
surgindo um órgão formalmente estabelecido,
subordinado à operação, cujo objetivo
básico era executar a manutenção
hoje conhecida como corretiva.
Foi assim até
o final da década de 30, quando, em função
da II Guerra Mundial e da necessidade de grande rapidez
de produção, o foco das indústrias
passou a ser a prevenção de falhas e não
apenas a correção delas. Assim, o pessoal
de manutenção começou a desenvolver
a prevenção de danos e avarias –
manutenção preventiva - que, juntamente
com a corretiva, completava o quadro geral da função,
formando uma estrutura de mesmo nível hierárquico
que o da operação.
No início da
década de 50, o acelerado desenvolvimento industrial
tinha como objetivo atender aos intensos requisitos
de consumo do pós-guerra. Esta nova realidade,
aliada ao boom verificado na aviação comercial,
com o advento da propulsão a jato, e na indústria
eletrônica, fez com que os gerentes de manutenção
observassem que, em muitos casos, o tempo gasto para
diagnosticar as falhas era maior que o despendido na
execução dos reparos, passando, então,
a empregar pessoal especializado para planejar e controlar
a manutenção preventiva e analisar causas
e efeitos das avarias.
06/05/2009 –
Conteúdo e Comunicação
Fonte de pesquisa: Programa de Atualização
Técnica SENAI-RJ/FIRJAN / artigo Rogério
Acuri Filho
::Voltar |